E as quimioterapias? Como são feitas?

O meu protocolo parte da utilização da quimioterapia neoadjuvante. Isso quer dizer que antes de ser submetida ao procedimento cirúrgico passarei pelas quimioterapias (já fiz as 4 vermelhas!). Pelo que entendi, utilizar a quimioterapia como neoadjuvante significa uma tendência maior a completar o protocolo permitindo uma avaliação mais precisa de prognósticos, além de desenvolver fatores de resposta que melhoram o planejamento do tratamento, como uma terapia personalizada. A quimioterapia neoadjuvante objetiva reduzir o volume tumoral e o comprometimento axilar, aumentando a possibilidade de cirurgia conservadora e melhora dos desfechos cirúrgicos, permite também, e creio que seja um fator importante, a “avaliação in vivo da eficácia do tratamento.”.

A quimioterapia pode ser feita por acesso na veia, ou pelo acesso no cateter (também conhecido por Porth-A-Cath). O Dr. João me falou desde o primeiro momento em implantarmos um cateter, mas os meus dois primeiros ciclos foram feitos pela veia. No primeiro foi feito um acesso na minha mão e no segundo, no antebraço. Não doeu, mas foi desconfortável, manchou minha pele por dias, e o local ficou bem dolorido. Meu braço ficou arroxeado aproximadamente uns 20 dias.

O cateter nada mais é que um fio e um reservatório totalmente implantados, o fio vai até a veia jugular interna e o reservatório fica na veia subclávia (tórax). É implantado no centro cirúrgico, após jejum e sedação. No meu caso o procedimento durou cerca de uma hora, depois repouso de umas duas horas e em seguida fui liberada para ir para minha casa, senti leve incômodo nos primeiros dias, afinal é um corpo estranho dentro do nosso organismo, mas é tranquilo, nada de impossível. Apesar de achá-lo horrível sei que ele está aqui para o meu bem. E mesmo me sentindo incomodada com a aparência, me incomoda muito mais a curiosidade das pessoas, pois elas olham e nem disfarçam, parece que se sentem autorizadas a olhar, sem se perguntarem se estão sendo inconvenientes, mas enfim, paciência… O bom senso mandou um beijo!

Os terceiro e quarto ciclos da quimioterapia fiz pelo cateter. O cateter é seguro e com ele as quimioterapias tornam-se mais “confortáveis”, evita que eu fique sendo furada o tempo todo, também penso que mil vezes melhor com ele, e já que estamos juntinhos, o considero meu amigo (rs). Como foi recente que o coloquei tenho alguns cuidados com ele: higienização com álcool 70%, além de não dirigir ou pegar peso. Sem mistério. Quem tiver de colocar, pode ir sem medo, facilita a vida. Antes da sessão de quimioterapia eu passo uma pomada anestésica em cima dele e não sinto nada de dor. Quem toca no meu cateter é apenas a equipe do CETTRO, assim evitamos complicações como infecções. Para tirar sangue ou fazer outros exames, faço tudo pelas veias normalmente.

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3ª sessão de quimio com o meu novo amigo =)

No próximo post pretendo relatar a minha experiência com a quimioterapia e os efeitos colaterais que ela tem causado em mim. 

Beijos,

Bel ❤

 

 

4 comentários em “E as quimioterapias? Como são feitas?

  1. Vai nessa tua garra, e logo tudo isso será uma página virada. Fé em Deus, ele fará o impossível . A palavra de Deus diz: Se tu podes crer; tudo é possível ao que crê. Mc 9; 23.

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