Alçando Voos

Com o câncer muitas coisas surgiram ou trocaram de lugar. O meu blog nasceu, novas amizades surgiram, novos sonhos brotaram e novos projetos instigaram a minha curiosidade. Resolvi abrir o meu coração e expor os meus dias e a minha rotina com a doença por aqui, algo que me ajudou MUITO e, de certa forma, me parece que tenho ajudado pessoas que se encontram no mesmo barco que eu também, pois quase que diariamente recebo um feedback considerável e bem bacana, seja no Instagram, seja por mensagens aqui no blog, seja no Facebook.  Isso me fez pensar e me fez refletir que eu não posso ficar parada. Não posso guardar o que tenho aprendido, pois percebi que posso ajudar as pessoas.

Refletindo mais e mais e indo lá no fundo dos meus pensamentos, senti que não está no meu livre arbítrio ajudar ou não as pessoas, é mais que isso: é uma missão. Sendo assim,  eu e minha amiga Cyntia – que também é paciente oncológica – sentimos a necessidade de levar isso adiante, então decidimos compartilhar toda a nossa experiência diante da doença.

Eu e a Cyntia somos totalmente diferentes, mas uma coisa nos uniu: o câncer! Daí surgiu uma amizade e dessa amizade brotaram vários interesses em comum: ajudar, compartilhar, reunir, integrar, acolher os pacientes oncológicos e/ou aqueles que possuem familiares/amigos/conhecidos nessa situação. Estamos acostumados a ver o câncer como um monstro, como algo fatal, como o fim do mundo, como algo aterrorizante. A bem da verdade, ele é um pouco de tudo isso, mas podemos ter uma postura positiva que muda todo esse cenário.

Câncer tem cura, apesar da palavra ser assustador, PODE e DEVE ser falada sem medo. E é por isso, que decidimos lançar um projeto de unir pacientes com todos os tipos de câncer. Muito se fala em câncer de mama, mas não é só ele que existe, existem N tipos de câncer.  Iniciamos o projeto um grupo no WhatsApp e com uma página no Instagram (@cancersemtabu), mas faz parte do planejamento promover encontros presenciais com rodas de conversa, grupos, palestras de conscientização e eventos que reunam todos nós, pacientes. Tudo isso em prol do bem, em prol do conhecimento, em prol da desmistificação do câncer.

Não importa aonde você faz o seu tratamento, seja pelo convênio ou pelo SUS, não importa se você mora aqui em Brasília ou em outra cidade, não importa se você tem/teve câncer de mama ou outro tipo de câncer, não importa se você está em outros grupos ou  faz parte de ONG’s, nós vamos te acolher. Daremos nossa palavra amiga e todo o nosso apoio. Nós queremos união, diálogo e ressignificar o câncer. Existe vida após o câncer, a vida é muito mais do que isso.

Caso você esteja interessado em fazer parte do grupo do Wpp, entre em contato comigo e com a Cyntia!

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Eu e Cyntia na minha última QT 

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Beijos,

Bel ❤️

 

 

Dia Mundial do Câncer de Ovário

No dia 8 de maio é celebrado o Dia Mundial do Câncer de Ovário. 

Infelizmente o câncer de ovário é um dos mais difíceis de serem diagnosticados e o mais letal para as mulheres. A data torna-se fundamental para discutirmos e chamarmos a atenção para os sinais e sintomas da doença e a importância do diagnóstico precoce.

O câncer de ovário é também conhecido como “câncer silencioso”, pois seus sintomas podem se confundir com os de outras doenças, o que dificulta o diagnóstico precoce. Toda mulher deve estar informada sobre os possíveis sinais e sintomas e, o mais importante, deve saber a sua importância de procurar o médico ginecologista assim que notar que algo diferente está acontecendo em seu corpo. Ficar com dúvida, não ir ao médico ou deixar para amanhã são sempre grandes complicadores.

A informação é ainda a melhor defesa contra a doença e diversas organizações estão se unindo pelo mundo inteiro.

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A cor do ca de ovário é o verde-água!

Todas as mulheres, independente da idade têm o risco de desenvolver câncer de ovário. Fique atenta aos sinais do seu corpo e visite o ginecologista regularmente!

No dia 8 de maio, vista o verde-água e multiplique a informação!

Fonte: Oncoguia

Chega de silêncio!!!

Beijos,

Bel ❤️

Uma nova rotina pós câncer

 

Retomar a rotina não é fácil depois de ter passado por um tratamento pesado e desgastante. Eu escolhi retomar aos poucos algumas atividades que eu costumava ter antes do câncer (embora eu ainda esteja em tratamento). Na minha percepção tudo mudou, eu não sou mais a Isabel de antes… E sinceramente? Graças à Deus. Ninguém é o mesmo depois de um câncer, sinto que aprendi muito. Vivi e ainda estou vivendo essa fase com toda a intensidade que existe dentro de mim.

Aos poucos tenho procurado me reinserir aos contextos em que eu estava acostumada a viver antigamente, mas sempre respeitando os meus limites. E o engraçado é que muita coisa não se encaixa no mesmo lugar de antes. Meu círculo de amizades não é mais o mesmo (as enfermeiras que cuidaram de mim e minha fisioterapeuta são minhas  amigas também, eu criei um sentimento de afeto por todas), minhas prioridades e preocupações são outras, minha percepção sobre o mundo e sobre as pessoas mudou completamente. O meu olhar passou a ser outro, tive o privilégio de perceber o quanto nós, seres humanos, passamos por metamorfoses necessárias à nossa evolução. Devemos ser melhores sempre e, cada dia é uma oportunidade para isso.

Decidi por mim mesma que era a hora de voltar para a faculdade, mesmo com opiniões de pessoas que me amam dizendo que essa não era a hora, mas pela primeira vez, depois de meses eu pude ter a escolha do que fazer ou não com a minha vida e meu coração me dizia que eu deveria voltar sim, mesmo que não fosse fácil. Decidi voltar a dirigir aos poucos, vez ou outra bate insegurança, mas é tudo questão de tempo. Também decidi que é a hora de voltar a sair com minhas amigas, fazer as coisas que eu gosto, frequentar novos lugares, conhecer restaurantes novos (coisa que amo de paixão) e fazer tudo aquilo que me dá prazer.

Semanalmente tenho participado de uma reunião do Cettro que é um grupo de meditação com mulheres que tiveram câncer de mama e, além disso, ontem fui à uma roda de conversa da Ong Vencedoras Unidas que reúne mulheres que tiveram câncer de mama também. Embora eu seja a mais nova – sem exceção das vezes – nessas reuniões, eu sempre escuto muitos casos que me fazem refletir o quanto sou privilegiada por poder ter o melhor tratamento, o melhor oncologista, a melhor cirurgiã plástica, o melhor psicólogo, a melhor fisioterapeuta e as melhores enfermeiras que existem ao meu lado!!! Acho muito importante e bacana essa troca de experiências. Confesso que antes, bem lá no início, eu achava que não me sentiria muito à vontade com esses grupos de apoio, mas agora eu amo porque conheci muitas pessoas legais, é um mundo novo, com pessoas maduras que, mesmo que sejam mais velhas, me entendem muito e me acolhem de uma maneira linda!

Comecei o segundo ciclo do Xeloda na última semana, sem muitas intercorrências até agora, ainda bem! E avante!

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Abri esse livrinho e, por acaso caiu nessa mensagem que fez todo o sentido para mim… 

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Beijos,

Bel ❤️